Cidade: São Paulo
Data: 27/07/2011 e 28/07/2011
Local: Credicard Hall
Cidade: Rio de Janeiro
Data: 31/07/2011
Local: Citibank Hall
Cidade: Belo Horizonte
Data: 02/08/2011
Local: Chevrolet Hall
Cidade: Brasília
Data: 04/08/2011
Local: Ginásio Nilson Nelson
INFORMAÇÕES
Ainda na The Best Damn Tour, mais precisamente no dia quatro de novembro de 2008, Avril Lavigne estava nos palcos do estádio nova-iorquino Nassau Coliseum, quando avistou um pessoal na plateia com a bandeira do nosso país, então ela acenou e disse amar o Brasil. Poucos dias após criar sua conta oficial no Twitter, Avril publicou dizendo que o Brasil dominava e que ela amava seus fãs. Já nas entrevistas, a cantora se mostrava animada toda vez que se perguntava sobre a vinda à América do Sul, ou mais especificamente ao Brasil. Já iniciada a The Black Star Tour, a popstar respondeu à equipe de um fã site americano se ela iria vir ao nosso país. A resposta foi: “Eu tenho que ir lá! Sempre leio os tweetsdeles (brasileiros) pedindo para eu ir a vários lugares”. A partir daí, todos esperavam a confirmação, e em questão de meses teríamos no site oficial da cantora as datas de sua vinda ao país. Para fixar a ideia, membros da banda e até amigos da cantora se comunicaram com vários brasileiros, perguntando sobre nossas comidas e tradições.
A passagem da Avril pelos outros países da América do Sul foi um tanto tensa. Primeiro, ela perdeu seu relógio e seu carro levou socos na Venezuela, que recebia pela primeira vez a cantora em seu país. Já na Argentina, a canadense ficou presa no aeroporto por conta das cinzas do vulcão chileno Puyehue. Parecia que não iria dar certo, até que Avril e seu namorado da época anunciaram pelo Twitter que estavam a caminho do Brasil.
Todos esperavam por um show com a Avril desanimada, estressada e muito cansada, pois, além do fuso horário, ainda tínhamos que contar com o atraso de seu voo. Porém, para felicidade de todos, inclusive da própria cantora, o show trouxe uma Avril simpática, animada e muito interativa com o público (muito diferente da sua última vinda ao nosso país). A canadense brincou, pulou, gritou, tirou fotos e pegou na mão dos fãs! Sua voz também não deixou a desejar. Afinada para tons altos e agudos (mostrados em sucessos como What The Hell e Alice) e também para tons mais acústicos e calmos (Nobody’s Home e Complicated). Vestida completamente de preto com uma camisa que custava cerca de cinquenta reais e um coturno verde, a cantora entrou cantando Black Star sem a sua saia de tule, como era costume. Avril ainda pediu desculpas por estar cansada por conta do atraso do voo e disse várias vezes que estava muito feliz de estar presente ali. Um dos momentos mais esperados foi Nobody’s Home, que chegou a ser gritada por todo o Credicard Hall. O showfinalizou como de costume, com seu primeiro sucesso, Complicated.
No dia vinte e oito, o contato da Avril com os fãs foi ainda maior e a animação da cantora também foi muito boa. Em músicas agitadas como What The Hell e He Wasn’t, ela corria o palco todo e se desequilibrava com muita frequência. Nas músicas mais calmas, a popstar estava colocando à prova sua capacidade vocal e também a qualidade nas músicas mais acústicas, como pudemos ouvir em When You’re Gone e I’m With You. Na mesma noite, a cantora interagiu muito em My Happy Ending e Smile, sorrindo, apontando e até dando a mão aos fãs. Muito animada, falou sobre os nossos pedidos para que ela tocasse Everybody Hurts, e que nunca tinha a tocado ao vivo; mesmo errando a letra no final, ela não perdeu a beleza, tanto na voz como em seu meigo rosto. Entre momentos marcantes, um dos mais emocionantes foi quando ela cantou Keep Holding On, onde desceu e foi até a fila das pessoas com deficiências especiais, chegando a se jogar por cima da grade para abraçar o último daquela sessão. Ainda cantando músicas que emocionavam toda a plateia, a canadense pegou brindes e deu para os deficientes, inclusive um deles ganhou o casaco que ela estava usando! Toda de preto, desde seu par de coturnos até sua camisa, a loirinha se vestiu como uma verdadeira princesa, e os seus instrumentos eram, em sua maioria, vermelhos. Depois de várias demonstrações de gratidão ao público e à sua equipe, o show chegou ao fim.
No Rio de Janeiro, o atraso foi pouco. Em menos de meia hora do combinado, a canadense entrou no palco cantando Black Star e levando todos ao delírio. Nas músicas animadas, a cantora pulava e falava várias vezes o nome “Rio”, como no início de What The Hell. Momentos lindos não faltaram aos cariocas. Lá, a cantora adicionou duas músicas na setlist, que não tinham sido tocadas em São Paulo: I Love You e, pela primeira vez, Fix You, cover de Coldplay.
Belo Horizonte recebeu Avril Lavigne pela primeira vez com um coral incrível. Avril subiu ao palco e ficou estática, olhando para todos os lugares e escutando o imenso coro que se formou ao som de Black Star. No início de What The Hell, o público se acalmou e admirou a voz e a beleza da cantora. No refrão, todos cantavam e pulavam involuntariamente. Um fato curioso aconteceu quando a cantora estava para anunciar a música que iria cantar (Fix You). Avril se encontrava com a cabeça baixa em cima de um piano, quando um garoto burlou a segurança e subiu ao palco para abraçá-la. A cantora levou um susto tão grande, que chegou a gritar e dar um pulo para trás.
Vestindo saia de tule e com uma estrela brilhando na mão, Avril iniciou o show de Brasília, que foi o último desta fabulosa turnê no Brasil. O show não foi diferente dos demais. Ela tocou guitarra, piano, violão. Não tocou bateria por achar o Rodney excelente. A banda foi colocada em teste na música Alice e no instrumental de Unwanted, Freak Out e Losing Grip, que ficaram impecáveis.
Avril veio postando em seu Twitter para o Brasil desde antes de embarcar. No dia 29 de julho de 2011, a canadense postou uma foto de uma bandeira brasileira cheia de autógrafos. E ainda se despediu do Brasil.
